O primeiro tópico que gostaria de trocar idéias com vocês é sobre a finalidade de cada programa editor e os gêneros textuais que, de acordo com sua finalidade comunicativa, se adéquam a este ou aquele software e suas funções. Não estou me referindo aos gêneros digitais, propriamente ditos.
Temos visto com freqüência produções que não têm finalidade de serem socializadas feitas no editor de apresentações; textos literários narrativos, tratados como produções jornalísticas, em colunas, por exemplo.
Os programas editores de texto, planilha e apresentação nos disponibilizam uma infinidade de possibilidades de formatação, mas cada uma delas diz respeito às características de determinados gêneros textuais, devendo ser assim compreendidas pelos seus usuários.
Não basta ter acesso a tecnologia se não souber usá-la com coerência em cada situação comunicativa.
Formatar exageradamente um texto informativo ou qualquer outra produção é não fazer uma leitura crítica e, por que não dizer, estética do trabalho.
É comum nossa dificuldade em produzir textos. Envolve diversas competências. A mensagem (conteúdo), a forma (tipo), o código (aspectos ortográficos e gramaticais), o meio (suporte textual, editores) e o contexto. São muitos aspectos a se cuidar quando se lança uma proposta de produção de texto. E se não cuidamos, porque a dificuldade vem de longe, mas continuamos solicitando tais produções, estamos cristalizando erros.
É a demanda da integralidade das disciplinas clamando por coerência.
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